sexta-feira, 29 de maio de 2015

Digestão do Danoninho!

Novamente é vez do Danoninho galera!! No post anterior buscamos abordar como acontece a absorção do "Bifinho" em nosso corpo, como são degradadas as proteínas para que possamos obter nutrientes para o dia a dia. Dessa vez buscamos focar em uma das características que mais nos atraia a comprar um bom Danoninho, seu sabor adocicado!!

Em postagens anteriores (Conhecendo o Danoninho) vimos que a composição de um potinho com 40 g apresentava cerca de 5,6 g de carboidratos, cerca de 2 % do valor diário recomendado. Essa porcentagem do valor diário se baseia no mínimo, em média, de carboidratos que devemos absorver para mantermos nossas atividades diárias. Para que possamos obter essa energia, no entanto, acontecem vários processos bioquímicos de digestão e absorção que nos permitem utilizar a energia armazenada nas substâncias do Danone. 

Primeiramente, o que são Carboidratos?

Os carboidratos são, predominantemente, poliidroxialdeídos ou poliidroxicetonas cíclicos, ou substâncias que liberam esses compostos por hidrólise. Muito carboidratos, mas não todos têm formulas empiricas (CH2O)n, alguns também contêm nitrogênio, fósforo ou enxofre. São divididos em três classes principais, de acordo com seu tamanho: Monossacarídeos, Oligossacarídeos e Polissacarídeos. 

Acima vemos o carboidrato mais conhecido no meio bioquímico, a glicose, em suas formas dextrogiro e levogiro.


Digestão dos Carboidratos

O início da digestão dos carboidratos acontece na boca. A enzima ptialina, também chamada da amilase salivar, é secretada pelas glândulas salivares. Esta enzima quebra ligações alfa 1-4 entre as moléculas de glicose do amido e as hidrolisa até maltose e oligossacarídeos. Como o alimento passa pouco tempo na boca, este processo é incompleto, pois a amilase não consegue quebrar as ligaçoes alfa 1-6 que existem entre as moléculas de glicose.

A amilase salivar continua atuando até chegar no estômago, onde sua ação é inibida pelo pH ácido.
Já no intestino delgado a enzima amilase pancreática forma principalmente maltose, oligossacarídeos (dextrinas) e determinada quantidade de isomaltose.

A maior parte da digestão de carboidratos acontece no intestino delgado (duodeno) e esta digestão ocorre não só no lúmen mas também na borda em escova do enterócito onde a enzima maltase transforma a maltose em duas glicoses. Nessa superfície epitelial há as enzimas sacarase (quebra as ligações alfa e beta 1-2), lactase (fornece glicose) e isomaltase (quebra as ligações alfa 1-6 da isomaltase) que atuam na quebra até chegar aos monossacarídeos dos seguintes substratos: Sacarose, Lactose e Isomaltose. Após todas as etapas da digestão encontramos os seguintes monossacarídeos: glicose, frutose e galactose, que podem ser absorvidos pelo enterócito.

Referências

Tirapegui, Julio-Nutrição: fundamentos e aspectos atuais - 2 ed. - São Paulo: Editora Atheneu, 2006.

2 comentários:

  1. Grupo L:
    Então, galera, depois da quebra dos carboidratos em glicose e outros monossacarídeos, eles serão absorvidos e passarão por alguns processos para fornecerem energia ao organismo. O primeiro desses processos é a glicólise, dividida em 3 etapas.
    Na primeira etapa, a glicose é fosforilada sob a ação da enzima hexocinase a glicose-6-fosfato (G6P), que é gerada no citosol e não pode sair da célula. Quando o fígado necessita exportar glicose para outros tecidos, a G6P sofre a ação da enzima glicose-6-fosfatase, que catalisa a reação reversa daquela catalisada pela hexocinase. A G6P é transformada, em seguida, no seu isômero frutose-6-fostato (F6P), por ação da enzima fosfoglicose isomerase. Finalmente a F6P recebe mais um grupamento fosfato e é transformada no composto frutose-1,6-bisfosfato. Esta reação também é irreversível e é catalisada pela fosfofruto-cinase, uma enzima alostérica.
    Na segunda etapa, a frutose-1,6-bisfosfato sofre a ação da aldolase gerando uma molécula de diidroxiacetona fosfato e uma molécula de gliceraldeído-3-fosfato (GAP). Sob a ação da triose fosfato isomerase, diidroxiacetona fosfato é convertida em gliceraldeído-3-fosfato.
    Na terceira etapa, esse gliceraldeído-3-fosfato é metabolizado pela gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase, dando origem a 1,3-bisfosfoglicerato, que é um anidrido misto de um ácido carboxílico e ácido fosfórico, com um alto potencial energético. A síntese de ATP é feita pela ação da fosfoglicerato cinase no 1,3-bifosfoglicerato e pela piruvato cinase, enzima que transforma fosfoenolpiruvato em piruvato.
    Até a próxima! :)

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  2. Ótima postagem, pessoal! Como falado no comentário acima, a glicose absorvida pelas células tem por função a geração de energia em forma de ATP. Este é um composto derivado de nucleotídeo em que a adenina é a base e o açúcar é a ribose. O conjunto adenina mais ribose é chamado de adenosina. A união de adenosina com três radicais fosfato confere ao composto o nome de adenosina trifosfato. As ligações que mantêm o segundo e o terceiro radicais fosfato presos no ATP são altamente energéticas (liberam cerca de 7 Kcal/mol de substância). Assim, cada vez que o terceiro fosfato se desliga do conjunto, ocorre a liberação de energia que o mantinha unido ao ATP. É esta energia que é utilizada quando andamos, falamos, pensamos ou realizamos qualquer trabalho celular.
    http://www2.iq.usp.br/docente/fgueiros/Gliconeogenese_lancadeiras_e_metabolismo_do_alcool-_alunos.pdf

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